terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Irônico.

'Não se sentia confortável. Chegou do demorado dia de serviço, pegou sua mochila, mesmo exausta, e correu para ligar pra sua mãe, pois iria passar o final de semana com ela. Logo no início da conversa, já estava frustrada. Mesmo com as malas prontas, com os planos pro sábado à noite, sua mãe deistiu. Por algum motivo infundado, decidiu que não queria que ela fosse pra lá. Desligou o telefone e algumas lágrimas rolaram pela sua face.
Se sentou na beirada da cama, com os olhos fixos no nada, chorando. Não entendeu o porquê de sua atitude. Se sentiu desprezada, mal amada, triste. Se passaram alguns minutos e ainda permaneceu ali, até que, como se alguém susurrasse em seu ouvido, decidiu que iria para o sítio com suas colégas de trabalho.
Num pulo, se levantou da cama, pegou o celular e avisou que iria com as garotas. Desfez a mala que ía pra sua mãe, e fez uma nova, com roupas que iria usar no final de semana no sítio.
Saiu rapidamente do quarto, passou por seu pai e só disse 'tchau'. Bateu a porta de entrada do apartamento e se direcionou ao mercado, onde encontraria as garotas.
Após horas decidindo o que levariam pro sítio, as bebidas, as comidas, as guloseimas, partiram. Já era tarde. Quase se iniciava o dia seguinte quando chegaram ao sítio.
Decidiram beber, antes de qualquer coisa. Beber e jogar o famoso 'verdade ou desafio'. Após muito àlcool na cabeça e muito beijo na boca, todas se jogaram na piscina. Foi um final de dia magnífico. A muito não se divertia tanto.
O dia estava amanhecendo, e resolveram dormir. Quer dizer, cochilar, já que após 3 horas de sono se levantaram. O domingo não foi atrativo. De ressaca, mal conversou com as garotas. Queria voltar pra casa, para o seu quarto, seu mundo. Lá, não precisava sorrir sem vontade, nem fingir ser o que não era. O dia foi longo.
Ao chegar em casa, sentiu um vazio sem tamanho. O final de semana não foi nada do que havia planejado. Não teve a mãe, não teve a bebederia com as verdadeiras amigas, não teve o sorriso e nem o olhar dele. Só teve o entorpecente. Aquele líquido que a fez se esquecer do que não poderia ter aquele dia, por algumas horas.
Filosofou boa parte da noite. Se perguntou porque as pessoas lembram somente das lágrimas triste que alguém a fez derrubar. Os sorrisos não contam? Os momentos bons não são registrados? Mesmo sabendo que a ausência pode causar uma dor agúda no peito, porque então, se mantér ausênte? Porque não ligar, ao menos pra demonstrar que se importa? Mais algumas lágrimas, e uma péssima noite de sono.
No dia seguinte, foi trabalhar, como toda segunda-feira. Dia chato, estressante, cansativo. Voltou pra casa sentindo o peso do mundo em suas costas. Mal tivéra tempo pra pensar naquele que um dia a fez feliz. Estava bem quando se deu conta de que não havia pensado nele. Era um sinal de que tudo estava no fim. Mas, o destino riu de seu pensamento. Poucas horas antes de adormecer, seu celular tocou. Para sua tristeza, era o amigo deles em comum, o mesmo que os juntou. Apesar de gostar MUITO do seu amigo, agora, até mesmo o nome dele está associado aquele que ela não queria se lembrar. Por fim, o amigo, que nunca ligava, apenas mandava mensagens via celular, ligou para saber o motivo da briga dos dois.
O que ganhou ao final do dia? Na hora de dormir? Apenas fantasias improváveis. Momentos irreais, ilusões e góles de líquido salgado que se escorria em sua face.'

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

A verdade e a porta


'Domingo à tarde, nada demais para se fazer. Sentada na poltrona em frente a tv, com o controle remoto, passando os canais.
Nada chamava seu interesse. Resolveu procurar por um filme, quando, no canal 61, o título lhe chama a atenção: Um beijo a mais. Não havia nada melhor para o domingo, então, decidiu assistir. De início, o filme em nada lhe atraíra. Não por não vê-lo desde o início, mas achou ser parado demais. Quase a ponto de desistir, observou atentamente uma cena. Um homem, por volta de 29 anos, apesar da postura de adolescênte, e uma garota, de uns 20 anos, dentro do carro dele, onde ele guiava. Parou em frente à casa dela. Reparou que ele estava tenso. A garota o convidou para uma festa no final de semana, e o mesmo, apesar de demonstrar preocupação aceitou. A garota o beijou na face e se retirou do carro, índo em direção a sua casa. O celular do homem tocou e era sua mulher, o avisando que estavam atrasados para o ultra-som. Sim, neste momento eu soube que ele é casado!
O filme continuou, e logo ele estava no seu serviço, falando com a garota pelo telefone. Desligou e foi se sentar na mesa de seu amigo, cujo o mesmo percebeu o erro que o homem ía cometer, e tentou lhe dizer que sua esposa não merecia isso. Sem dar ouvidos, o homem disse ao amigo que iria dizer a mulher que os dois iriam saír no dia que o mesmo marcou a festa com a garota. O amigo pediu para não colocá-lo no rôlo, mas nada adiantou. Pareceu um plano perfeito.
A noite da festa chegou, o mesmo deu um beijo em sua mulher, reforçou a mentira e foi ao encontro da jovem garota. Durante a festa, a mulher dele recebeu um telefonema dizendo que o pai do amigo deles havia falecido. A mesma tentou falar com seu marido e o amigo (Michael), que havia dito que estaria com ele. Não obteve sucesso. Decidiu se dirigir à casa do amigo, para confortá-lo. Ao chegar, informou que não conseguiu falar com seu marido nem com Michael. O amigo que havia perdido o pai a informou que Michael estava na cozinha. Como se tivesse tomando um chóque super potente, a mesma se direcionou à cozinha e o encontrou por lá. Perguntou do seu marido e o mesmo disse que ela deveria tentar em casa. Enquanto isso, o marido dela estava parado em frente a casa da garota, os dois do lado de fóra do carro. Deram um beijo e a mesma o chamou para subir ao seu quarto, onde ele recusou, apesar da vontade. Voltando a mulher dele, a mesma já havia ído para casa e estava tentando se controlar, como a maioria das mulheres tentariam ao se deparar com tal situação.
O marido chegou em casa e a mesma exigiu saber onde ele estava, somente ouvindo o que ele havia dito antes: 'Estava com Michael. Olha, ele está ligando, quer perguntar pra ele?' e ele atendeu o celular, quando apenas ouviu: 'Ela já sabe de tudo.' O homem desligou o celular e a ficou olhando. A mulher partiu pra cima dele e perguntou se o mesmo havia a beijado, e ele disse que sim. Perguntou se haviam transado, e ele disse que não. Ela o expulsou de casa, mesmo que contra a vontade dele (óbvio). Ele sentou em seu carro, sem saber pra onde ía, quando a garota o ligou e, logicamente, ele foi para a casa dela e transaram.
A mulher dele foi para a casa dos pais passar um tempo, e o filme mostrou como se os dias passassem e ele sentindo a falta dela, até que um dia ele ligou na casa dos pais dela, a mãe dela atendeu e ele apenas disse: 'Estou indo aí. Não avise ela.' Ao chegar, obviamente a moça não quis recebê-lo. A mãe subiu ao quarto e a aconselhou que conversasse com ele, enquanto ele estava na varanda falando com o pai da menina. Ele disse ao pai dela: 'Eu faço qualquer coisa pela sua filha, eu a amo'. e teve como resposta: 'Os seus sentimentos é um problema seu. O que importa é o que você faz por quem você ama. Você realmente faria qualquer coisa por ela?' e ele respondeu: 'Sim. Qualquer coisa.' e o velho homem sábio respondeu: 'Então, apenas faça o que tem que fazer.' O homem ficou pensativo, quando a mãe da menina desceu e disse que ele poderia ír falar com ela.
No quarto, os dois mais calmos, conversaram, e se entenderam. Quando, sentados na cama, se abraçaram, e ele encostou o queixo na testa dela, ela perguntou: 'Você disse a verdade quando falou que não transaram?' E ele respondeu, mesmo sabendo que a perderia, e que talvez pra sempre: 'Quando fui embora, fui pra casa dela.' A mulher dele o expulsou novamente, e saíu do quarto. Ele a seguiu. A mesma pegou o carro e voltou pra casa deles e ele foi atrás, com o carro dele. Ela entrou, bateu a porta na cara dele e o deixou lá fóra. Os dias se passaram, houve sol, chuva, e ele permaneceu ali, na porta da casa deles, sentado, sem o que comer, apenas se alimentando com o pouco que os vizinhos davam. Tomou chuva, morreu de frio, de calor, mas permaneceu ali. A mesma saía e voltava pra casa como se ele nem estivesse ali, até que um dia de frio ela abriu a porta e jogou o cobertor pra ele e voltou a fechar a porta, sem dizer uma palavra. No dia seguinte saíu de casa e jogou um prato com um sanduíche em cima dele, enquanto ele dormia. E assim os dias foram se passando, até que, em uma noite, observou um carro passando por ali lentamente. Ao olhar, se deparou com o pai dela dentro do carro, olhando pra ele com um olhar positivo e foi embora. Mais dias se passaram e ela pelo lado de dentro da casa, de noite, se sentou atrás da porta, e contou uma história pra ele de quando havia perdido o avô. Ao final da história ele chamou por ela, mas ela não respondeu. No outro dia, o mesmo estava dormindo na porta da casa dela e a porta se abriu pra ele. Ele se levanta, vai entrando e o filme acaba.
Moral: Você pode pensar que a verdade vai te tirar a vida, mas se você souber reconhecer teu erro, se arrepender dele e tentar mudar, em um determinado momento, a porta do acerto irá se abrir pra você. O importante é NÃO desistir e fazer o que se tem que fazer.'

sábado, 16 de janeiro de 2010

Carta.

'Não há palavras concretas em sua mente, após a última mensagem que ele enviou à ela.
De súbito, seus olhos se encheram d'àgua, mas, após isso, leu novamente, e analisou cuidadosamente cada palavra que ali havia.
Concluíu que era um adeus. Que testou os limites, descobriu o limite e extrapolou ainda mais.
Não pôde contér, seu coração apertou e seu olhar entristeceu.
Levantou-se do sofá, se dirigiu até a cozinha, pegou um cigarro de dentro do seu masso, que estava em cima da mesa, e foi para janela da lavanderia refletir sobre.
Não descobriu como poderia mudar os fatos. Já havia sido concluído, e a distância só dificultava ainda mais as coisas.
Decidiu esperar ansiosamente para que outra mensagem ele mandasse. Esperou em vão.
Já beirava às 02 e tanto da madrugada, quando decidiu conversar com ele. Não sabia, ou sabia, onde ele estava e agora não seria um bom momento pra isso.
Então, pegou seu caderno, que quase não tinha folhas em branco, uma caneta de tinta preta, se sentou em sua escrivaninha, e escreveu uma carta:
"Não pude compreender sua última mensagem.
Na verdade, tive a minha visão, que talvez não seja o que realmente quis dizer. Eu espero que realmente não seja o que quis dizer.
Estou profundamente triste com isso. Pra mim, as coisas são mais complicadas do que podem parecer pra você.
Não quero ser um peso na sua vida, mas queria ser alguém especial o suficiente pra você se deparar com essa carta, e me ajudar a mudar o que houve de errado.
Não me importa quem errou. Talvez não seja culpa nossa, como você mesmo disse.
Mas se há um erro, há uma maneira de torná-lo certo. Se você me ajudar, eu seguro sua mão e não solto mais.
Mas se eu segurar sua mão, terá que prometer que fará por merecer cada segundo. Que sempre tentará me ajudar a resolver nossos problemas, e não simplesmente se virar e me deixar aqui, pensativa.
Entenda que não pedi esses sentimentos que há dentro de mim. Não desta vez. E eu tenho feito de tudo para não incomodá-lo quanto a isso, em vista de que este é um problema meu, já que não queria me ver assim por você.
Talvez eu esteja iludida com a maneira única que o vejo, ou talvez eu esteja vendo quem realmente você é. Talvez eu possa me deparar com a dor logo mais a frente, ou talvez eu possa te puxar para o meu lado e você será feliz, assim como estou sendo, ou estava.
Então, decida-se. Ou vem logo de vez pro meu lado, que é o que eu desejo, ou me deixe ír para o outro lado, onde não há você."
Quando terminou de escrever, não se sentia totalmente aliviada. Essa incerteza rondava seus pensamentos, e a noite foi longa demais pra ela esse dia.
Sem esperanças, sem saber o que fazer, sem mais unhas pra roer, pegou o pedaço de papel, amassou, jogou-o no lixo, deitou em sua cama e dormiu.'

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Inútel.

É inacreditável esse dom que ela tem, para sempre estar encrencada.
O impossível será ela juntar o coração com o de alguém.
Era daquele tipo, que não leva nada e ninguém a sério.
Sempre ouvia: 'Ah, você não presta. Deve ter feito muita garota sofrer...'
No fundo, de certo modo, ela sabia que era verdade. Não gosta dessa coisa melosa, de prisão, de romances.
Mas... Ele apareceu! E ela não entendeu muito bem como as coisas aconteceram. Era como se ele tivesse roubado o coração dela e ela não tivesse se preocupado com isso.
Ela se deixou levar, ela estava bem, ela estava feliz. Mas em algum momento, um momento que ela não sabe dizer exatamente, ele se desfez do coração dela. Ele se negou a continuar com ele, devolveu, como se fosse um objeto qualquer.
Quando ela tocou seu próprio coração, o notou espatifado. Uma lágrima rolou pela face dela, e ela sabia que não aconteceria mais.
O problema não é esquecê-lo, mas saber que todo esse sentimento, essa euforia, esse entusiasmo vai passar. Ela não quer que passe. Ela estava feliz, ela estava bem...
Ela não sabia mais o que dizer, em vista que as últimas palavras dele foi grosseiras, frias, e não se importou com ela.
Há um rio querendo escorrer por sua face. E, desta vez, ela vai se permitir.

domingo, 3 de janeiro de 2010

Tosco.

'Não é apenas o medo de amar,
Mas a falta verdadeira de interesse em alguém.
Então, fechou os olhos e alguns nomes passaram pela sua cabeça.
Se lembrou dele.
Sua fisionomia, seu sorriso, seu olhar...
Ele tinha um sorriso bobo absurdo, mas... Perdera a graça.
Ele era indelicado demais, grosseiro demais e romântico de menos.
Ela nunca sabe se o problema está com eles, ou nela mesma.
O fato, é que nunca amadurece os sentimentos.
Vem, extremesse e passa.
Ouviu de algumas pessoas que tudo isso é porque tem medo.
Oras, como pode ter medo, se procura o tempo inteiro?
Só não encontra, mas não é medo...
São metades. Pessoas incompletas. Pessoas estranhas(?).
Então, ela respira fundo e mais uma vez fixa a idéia de que,
Quando encontrar alguém que for capaz de mantê-la apaixonada,
Por mais de alguns meses, ela iria se jogar.
Iria se doar, de corpo e alma.
Não que não tenha feito isso antes, mas quando chegava na parte da alma,
O corpo já não estava desejando mais.
E toda vez que os sentimentos acabam,
O nome dela volta a sua cabeça,
E ela pensa se não estaria errada por não estar ao lado daquela que a conhece tão bem.
Enfim... O vazio há de reinar por quantas infinitas noites ainda?'
.
.
Me dê um desconto, que eu tê mega doente!

sábado, 26 de dezembro de 2009

Saudade.

'Ele fez o meu coração em mil pedaços.
Ele não sabe que pode se cortar em um deles.
Ele não está aqui... E, por isso, há apenas o frio da tua ausência.
Ele faz com que eu me perca. Que eu vá longe na minha imaginação, e depois chegue ao chão em poucos instantes.
Ele não se dá conta que eu existo. Ele não me percebe, não me nota.
É como se eu gritasse o quanto o quero, e nada saísse da minha boca.
Ele faz com que eu junte minhas sobrancelhas e faça um bico nos meus lábios.
Ele me faz olhar pela janela e procurar motivos para não querer ele.
Me faz olhar na porta de sua casa de 5 em 5 minutos, mesmo tendo a certeza que ele não está lá.
Faz o meu coração gritar quando o vejo, e eu fico tremendo, esperando, me decepcionando.
Ele me faz lembrar dos olhos dele e sorrir, mesmo que depois meus olhos se encham d'àgua.
Ele me faz tentar sorrir o mesmo sorriso bobo dele.
Faz com que eu procure em outras mãos, o tóque dele, mesmo que nunca sentido, somente imaginado.
Faz com que eu pense que um dia acontecerá, mesmo que isso seja uma hipótese nula.
Ele me tira a única chance que eu peço.
Ele me evita por saber que eu seria capaz.
Ele me empurra pra tão longe e depois me puxa aos poucos.
Não sei em quantos braços ele terá que se perder, até estar nos meus.
Nem ao menos sei se um dia estará...
Mas, muita coisa mudou.

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Ela.



'Você pode até rir de mim agora, mas, por alguns instantes, eu quero parecer boba.
Olhar nos teus olhos, é ver felicidade.
É acreditar que o paraíso existe, e ele é capaz de ser descrito como sendo seus olhos verdes, brilhantes.
Tua face é macia e esquentavam meus dedos, pelos instantes que eles percorriam ali.
O seu cabelo exala um perfume incomparável.
Suas mãos me confortam.
Seu corpo se contorce para se encaixar com o meu.
Sua voz é forte e trás segurança.
Não me importo se eu só pude provar do paraíso essa noite.
Se só posso te ter apenas um dia.
O que importa, é que eu tive, e que foi MUITO bom.
Ouvir que você treme quando eu te beijo,
Sentir suas mãos me procurando, quando estou atrás de você,
E saber que você também gostou de estar comigo, me faz bem. Me deixa feliz.
Não importa... Nada mais importa.
Um dia você me disse que eu só a desejava, por que era algo proibido.
Então, por que ainda te desejo? Por que ainda quero mais instantes como esse?
Enfim, nada é melhor do que a sensação que vem com o teu abraço.
Quero fazer dele o meu abrigo. Não me solte. NUNCA.'
'Eu não vou parar.
Eu vou mimar você até quando eu puder.
Se isso é um defeito, você pode até pedir pra eu parar.
Mas isso é tão bom...'