Terça-feira, 7 de Julho de 2009

A falta.

É muito bom receber uma mensagem de texto,
E ler que alguém pensa em você, mesmo sendo tarde.
Que alguém gostaria de estar com você naquele momento,
E que gosta TANTO do seu abraço.
É muito bom saber que você faz falta.
Mas o triste é saber que há vazio.

Domingo, 5 de Julho de 2009

Célia Ana.

'E ao descer as escadas do bar, pude vê-las no balcão, juntas! Como meu olhar e o dela haviam se cruzado, eu não poderia fingir que não tinha a visto. Fui até elas, dei um abraço na Célia, e um beijo na outra. Me ofereceram uma bebida, mas como não bebo, a Célia brincou comigo, pedindo 'leite' pro garçon. Do jeito que sou, logo me retirei e fui pra pista. Alguns sorrisos aqui, outros alí, mas nenhum era o dela. Célia, se você me desse uma chance...
Passou a noite inteira ao lado daquela menina que nada combina com ela. Beijos, carinhos, amassos, e eu lá, só a olhar. Uma outra menina se juntou a elas, e trocaram carícias as 3.
E a noite se foi assim. Meus olhos a seguindo por cada canto daquele lugar, minha boca desejando ardentemente os lábios dela, minhas mão fazendo movimentos para tocá-la, mas tudo em vão. Ela não me queria. Ela não me quer. Me rejeita, me afasta, me renega.
Mas, curioso como só o destino é, na volta pra casa, quando atravesso uma rua e olho essa rua, vejo três meninas caminhando por ela. Célia era uma delas. Se eu não tivesse ído comer antes de ír pra casa, se o 'tchau' para as amigas não tivesse demorado o tempo que demorou, se meus passos não fossem iguais aos que foram, não haveríamos de ter nos encontrado. Ela me viu e já me puxou para um abraço, mas logo me desvencilhei. Pra que me mantér próxima? Pra que eu ficaria alí abraçada com ela, sendo que no outro braço estava a menina que ela deseja? Pra que ser simpática ou sorridente, se ela nem vai se dar conta nisso?
Resolveram me acompanhar até a esquina de casa. Trocamos algumas palavras, pela primeira vez. Sua voz é tão doce. Sua fala é tão mansa. Queria eu que o coração dela também fosse assim, mas... Dela, só vejo mentiras.
Cheguei em casa desejando não ter ído, não ter visto ela, não ter a encontrado na volta, não ter nunca gostado dela.
Isso que insiste em permanecer no meu peito, dói, me corrói a alma. Principalmente por saber que ela não é digna desse sentimento, desse bem que há em mim.
Ela nunca fez por merecer, mas meu coração sempre insistiu em querer ela.
Amargurada, vou me fechando do mundo, e me afastando das coisas boas que há na vida.
Será que um dia ela me percebe?'

Domingo, 28 de Junho de 2009

Chegar de mansinho!



"Delicadamente lhe dirigí a palavra. Havia algo naquela boca que me fazia querer ser mastigada (por ela).
Sutilmente me respondeu e uma luz se fez entre nós. Em poucas deliciosas palavras me sentí tomada por aquele belo universo, onde habita aquela linda menina.
Passei a contar as horas para gastar meus dedos à conversar com ela e conhecer a menina que fazia uma parte de meus pensamentos.
Não me basta mais apenas palavras. Isso o vento carrega, o tempo leva... Desejo tóques, abraços, olhares... dela. Quero aquela boca tão perto da minha, a ponto de me fazer perder o ar. Quero acariciar aqueles cabelos e deitá-la em meu peito.
O engraçado é que vou querendo, querendo... e logo estou assim, do lado dela, acontecendo!"

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Eu me tremo quando você me mostra sua existência.

Quinta-feira, 25 de Junho de 2009

Mentira ou verdade?!



Já experimentou contar estória pra uma criança?
Os olhos delas ficam tão fixos em você,
E a imaginação dela vai tão longe,
Que você chega a duvidar se aquilo nunca existiu mesmo.
É como acreditar na sua própria mentira... E é saudável.

Quarta-feira, 24 de Junho de 2009

À uma amiga.

"Não sabia exatamente o que sentia. Era uma estranha sensação de querer estar junto e livre. As conversas eram quase sempre agradáveis, e tinha um cheiro suave de limpo. O olhar iluminava cada passo, e o abraço a levava para um lugar confortável de se estar. As palavras daquela menina a acalmava e ela sabia que não estava só. Não estaria enquanto tivesse aquele anjo por perto.
De fato, existiam muitas brigas. Infelizmente isso é algo que está presente em todas as relações onde tenha mais de duas pessoas envolvidas. Não! Uma pessoa consegue brigar sozinha também... Ignoremos esse parágrafo.
No entanto, ela não conseguia se prender. Ela amava tudo o que vivíam, mas, talvez o ocorrido no passado, onde deveria estar apenas registrado na memória em: 'arquivos do passado', mas por alguma falha de sistema, se encontra no presente, ela não consegue estabelecer uma relação concreta.
E isso a perturbava. Perdia horas de sono pensando no motivo de não conseguir dar as mãos e nunca mais se desprender. Apenas não conseguia...
Tudo nela à fascinava. Seu modo de se vestir, sua inteligência, a maneira como cuidava dela... Mas, não sei dizer o que pesava mais na balança.
Não é falta de amor. Ela a ama de um modo puro e único. É falta de confiança(?).
Por isso, ela vive 80% de sua vida para aquela que lhe faz bem. Os outros 20%, ela se perde em outras que talvez pudessem lhe fazer bem, mas ela não consegue tentar.
Quanto mais presa ela se sente de uma pessoa, mais sufocada fica. Dentro dela, ela sabe que um dia irá estar presa e gostar de estar presa, mas... um dia!
Quando volta pra casa, pensa nela, e não na noite agradável que teve. Pensa no que será que ela estava fazendo, no filme que ela deveria ter visto, nos convites de saída que recusou...
Não tem a resposta pra esse sentimento tão puro, e tão louco que sente, mas tem a certeza que não existe vida sem ela por perto."
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Fer, esse post te dedico. Você, que sempre está e sempre estará tão próxima de mim, nem que seja apenas em pensamentos. Não sei o que sinto, mas sei que é bom. E, te peço perdão se ver em tí a mãe que não tive. Prefiro te ver assim, do que qualquer pessoa em minha vida.
Meu coração é seu, e eu estou com você pra TUDO! Te amo menina linda... mesmo sabendo que é bem mais que isso.

Segunda-feira, 22 de Junho de 2009

A morte da vida.

Não dá mais pra fingir que está tudo bem. NÃO ESTÁ! NÃO ESTÁ! Não dá mais pra respirar fundo e ignorar sua fala. Eu não consigo mais ser presa.
Porque todo mundo quer me controlar? Eu pareço marionete. Eu quero cortar esses fios que estão presos por todo meu corpo. Quero me libertar, voar.
Meus pés nunca tocaram as nuvens. Ninguém me deixa em paz, ninguém me respeita, eu não tenho meu espaço, eu estou sufocada, mas ninguém está ligando pra isso.
Irmãos, pais, amigos, amores, desamores... Eu não aguento! Eu não sei fazer o que tenho vontade, porque sempre tenho que fazer a vontade dos outros. Ela NUNCA me deixa falar, ela NUNCA me deixa expressar, ELA NÃO ME DEIXA, ELA NÃO ME DEIXA.
Anseio ser sozinha, porque junto me sufóco. Porque junto, não sou eu, sou o outro. Eu quero ser só, extremamente e tão perfeitamente só no meu espaço. Eu quero jogar esse abajour no chão. Quebrar esse copo, dar um soco na inocênte parede. Ela é a única que me escuta, que me vê e que eu gosto que me prende no meu quarto.
Não fui feita para gaiólas. Eu, o que sou? Sou um pedaço de cada um de vocês. Um pedaço de todas as frustrações de seus planos que jogaram encima de mim. Vou fugir. Vou me perder por aí, vou decidir por mim.
Ela não me escuta. Ela só fala, só fala, só fala... A mesma fala de sempre, a mesma conversa de sempre, a mesma prisão de sempre, a mesma mania de sempre, a mesma coisa de sempre...
Eu sou você. Sou o que você queria ser. Voc~e se fez em mim. Todos vocês.
(Ela está me vigiando).
Eu estou louca, eu fiquei louca, eu perdí todo mundo... Eu perdí todo mundo, porque eu queria ter a mim... Eu perdí todo mundo e eu... morrí!

Eu não existir.

'Sabia que não seria um dia normal. A começar por ser uma segunda - feira. Segundas - Feiras tem cheiro de cândida, e gosto de comida salgada demais. Ela só queria permanecer em sua confortável cama por um longo tempo. Deixar que a chuva batesse em sua janela inssessantemente lhe pareceu favorável. Estendeu sua suave mão, pegou o celular e viu que ainda lhe restára uns minutinhos de sono. Acomodou-se bem, e se enrolou toda em seu edredon, como um tatu bóla se enrola ao ser tocado. Adormeceu.
Passado esses tão rápidos minutos, seu despertador tocou e ela se viu obrigada a saír da cama. Ela odeia segunda - feira, e ainda mais suas obrigações.
Tomou banho, e mesmo assim, seu humor em nada foi alterado. Vestiu-se e se foi. O dia estava nublado. Algumas nuvens brincavam no céu, e as àguas tentavam acariciar-lhe a face, mas ela não parecia receptiva a esses gestos.
Entrou no ônibus, sentou-se sozinha (por que será que as pessoas preferem se sentar só no ônibus? Já não basta a solidão diária, e quando se tem a oportunidade de simplesmente estar ao lado de alguém, prefere-se ficar só). Puxou sua bolsa, que mais parecia um saco de pano, e de dentro seu livro de poesias. Deliciou-se. Mal começara a ler, e foi interrompida ao chegar no seu destino. Mas isso não importa. O que importa é que era segunda - feira, e toda segunda - feira trás algo ruím.
Por volta das 17hrs, seu celular tocou, anunciando uma mensagem de texto. Ao abrí-lo leu a seguinte frase: 'Desce e me encontra na esquina daqui 30 min. Estou te levando trufas e precisamos conversar sobre a Michelle'. Era sua ex - namorada. Não! Era sua melhor amiga, porque foi o que ela se transformou em sua vida.
Trocou-se, pois estava de pijamas, e desceu quando o relógio mostrou-lhe que havia se passado o tempo.
Marcaram de se encontrar no caminho entre sua casa e o shopping. Um abraço dado ao se encontrarem no meio do quarteirão, e as pessoas olhando com 'inveja'?!
Sentaram-se em um banco do shopping, que ficava afastado do movimento rotineiro dalí e começaram a conversar. Choraram, se abraçaram, e se concluíram: Nada mais haveria de separá-las. Ninguém mais estaria no meio da amizade das duas. Pela primeira vez, ela achou que sua 'amiga' estava sendo sincéra. Pela primeira vez ela confiou de olhos fechados. Pela última vez, talvez tenha se decepcionado.
Voltou para casa feliz. Sua segunda - feira não haveria de ser trágica. Mas ela se precipitou, pois o dia nem havia de ter terminado.
Mais tarde, ao telefone, propôs uma conversa a três, para esclarecer de vez essa situação. A Michelle aceitou, mas, traiçoeiro que é o destino, sua 'amiga' não quis, a deixando duvidar de sua seriedade.
E o que mais chocou nisso tudo, foi que além de tudo, sua 'amiga' não assumiu estar errada, e ainda sufocou os pensamentos dela. Ela faz com que se sinta acorrentada, deixa-a petrificada em posição de explosão. Ela calou-a, como de costume, e ainda a fez se sentir culpada. Ela quis um tempo sozinha, mas ela mostrou que jamais a deixaria em paz. Ela chorou e a outra só pensou no desespero de perder seu 'João Bobo' pra sempre. Ela aceitou sem discussão, mas sua 'amiga' gostava de brigas.
Ela morreu... Há muito tempo. Exatos 2 anos e meio!